Ai de mim!,
Que retorno ao monitor frente ao desconhecido
Que essência implica no fator que faz tocar sinos
d’O miocárdio já muito vítima de assassinos
Debulhando o menor dos seus barcos, belo genocídio;
Ai de Mim!,
Que as revoltas pedantes troquei por quase-orgias
Amontoadas numa Trilogia discreta-irrelevante
De uma ruiva me resta os ossos, da morena um implante
E o Jardim astrológico implicando c’os guias;
Ai de Mim!,
Q’agitei o asco em pós-transas caudalosas
Omitido à alvidez que transbordava sudor
Das entrelinhas que demarcavam vigor
E a Guerra irrisória pulula nos espinhos das rosas;
Ai de Mim!,
Qu’assusto minha paranóia cada passo
E sinto o ardir de um ventre que deu vida
A Rascunhos precipitando c’os suicídas
Debruçando teus calcaquanhares ao raso;
Ai de Mim!,
E das Três Moças icendiárias ao céu irrisório
Que fiz esverdear d’uma brisa calúnias cômicas;
Ai de Mim!,
E dos aclives irredundantes qual meus demônios
Desnudos deixaram-se expostos à cataclismas glicônicos;
Ai de mim!,
Qu’A uma Donzela do grego Viríl destinei Lamúrias:
Minha nau decifradas por linhas de catástrofes
Meu pulsar mais onírico, meus escombros, minhas aves:
Harpías gritantes de vísceras coléricas e asas frias.
Setembro 5, 2010 às 2:54 am
Eu não posso descrever o que eu senti lendo isso, mas só posso dizer que você excede minhas expectativas cada vez que eu vejo algo novo aqui. Deve ser um sinal de que eu não me cansei.
Setembro 26, 2010 às 4:44 am
pobre de quem nao se emociona com suas palavras!
Maio 7, 2011 às 1:34 pm
Não há mais nada para dizer depois de ler isso.
Muito foda, simplesmente.
“pobre de quem nao se emociona com suas palavras!” [2]