Uivos

Junho 9, 2011

Urrul! para vocês
do ônibus Espacial -
Finalizando as mazelas de um dia,
atravessando as sombras
das más línguas,
contro¹,versas,
recalculando indícios
de próximas férias:
Não é preciso lançar torpedos,
quando já se está num
campo minado.

Urrul! de ante-tragédias:
um só consulado
a revirar alegorias
d’um póstumo Carnaval
de cinzas,
que de cinza
fecha-se um ralo,
roto,
caçando a ausência
num pigarro
onomatopéico:
de grilhões
& serpentinas
- estrangeiro
em pátria.

¹s. m. (náut.) || voz de comando dada ao homem do leme para arribar. F. Contra.

Interlúdio para Lira

Junho 5, 2011

Não é preciso usar tamancos
pra sapatear por sob ogivas,
nem lapdar hedonismo -
rococós que travam
teu relógio, que retrai, ponteiros duplos
e faz dos números ilhados

de supérfluas doses de amassos,
após a sesta póstuma
ao nosso último almoço nu,
diluído nas reminiscências,
duma fração: 6/12;


Percurso – Um poema, duas fissuras.

Abril 21, 2011

I

Um cisco, um inseto -

Um incesto,

Cujas cataratas do Niágara

Enchiam os olhos -

Que travam entre si

A Batalha dos ossos;

Lá inflaram traquéias,

despidas nas rédeas

Católicas, umbrais,

Travestidas em seios

e Retóricas plurais;

De uma ante-fuga

De ladrões;

Numa centrífuga -

Morenos brasões;

II

Atacado por meu próprio respirar

Acabo – dizendo que nossas

Canções de amor eram Sonic Youth

e a diatância

Amarrotada num dia de Maio,

Numa estrada de retrocessos,

Anestesiado pelos Dicionários

Deglutidos, diuréticos;

É só ou quase nada?…

É você que escolta

Ou atropela?…

Teu vestido de Centopéia

Num abraço – um rapto - 

Saudosas lembranças de suas pernas.


Coast to Coast

Fevereiro 23, 2011

I don’t know use my tongue

Or simply don’t want to use

For tell a enough requirement

From a woman – not a wife, a land

Not more a wish but a refuse

With cross fingers holding a bomb;

 

And your pest – plastic – tongue

With your best – plastic zone

Is that started the beginning

Of an end struggling how a fishing

On a island of Styrofoam or Hong Kong…

 

In the Opium War: A victim Stoned.


Janeiro 23, 2011

O Poeta é o exagero;

Da catatonia dos verbos,

Prosaico,

Artificial aos rudes Bárbaros,

Trepida sua métrica,

Inverte ponteiros,

Não vende sua réplica

Ao contemporâneo – Puteiro.

 


Página Três

Agosto 28, 2010
Ai de mim!,
Que retorno ao monitor frente ao desconhecido
Que essência implica no fator que faz tocar sinos
d’O miocárdio já muito vítima de assassinos
Debulhando o menor dos seus barcos, belo genocídio;

Ai de Mim!,
Que as revoltas pedantes troquei por quase-orgias
Amontoadas numa Trilogia discreta-irrelevante
De uma ruiva me resta os ossos, da morena um implante
E o Jardim astrológico implicando c’os guias;

Ai de Mim!,
Q’agitei o asco em pós-transas caudalosas
Omitido à alvidez que transbordava sudor
Das entrelinhas que demarcavam vigor
E a Guerra irrisória pulula nos espinhos das rosas;

Ai de Mim!,
Qu’assusto minha paranóia cada passo
E sinto o ardir de um ventre que deu vida
A Rascunhos precipitando c’os suicídas
Debruçando teus calcaquanhares ao raso;

Ai de Mim!,
E das Três Moças icendiárias ao céu irrisório
Que fiz esverdear d’uma brisa calúnias cômicas;

Ai de Mim!,
E dos aclives irredundantes qual meus demônios
Desnudos deixaram-se expostos à cataclismas glicônicos;

Ai de mim!,
Qu’A uma Donzela do grego Viríl destinei Lamúrias:
Minha nau decifradas por linhas de catástrofes
Meu pulsar mais onírico, meus escombros, minhas aves:
Harpías gritantes de vísceras coléricas e asas frias.

Jaz (,) No Sol da Meia-Noite

Agosto 14, 2010

Jaz o corpo isolado
Jaz a transfiguração da carnificna
Jaz o corpo nobre d’um soldado
Jaz a morte do estado;

Jaz a alegoria chamuscada
Jaz a pneumonia funcional
Jaz almas tísicas na escada
Jaz a euforia transexual;

Jaz o sino das seis horas
Jaz a calamidade das rosas
Jaz o orgulho neural
Jaz a trilogia anal
Jaz o ponteiro afiado
Jaz a morte que rodeia
Jaz o terceiro amado
Jaz o quarto de platina permeia;

Jaz o monstro
Jaz o monstro do pântano

Jaz o monstro
Jaz o monstro do pântano

Jaz o monstro
Jaz o monstro do pântano

Jaz o monstro
Jaz o monstro do pântano

Jaz, é o terceiro amado
Jaz tem Treze anos.


Página Dois

Julho 28, 2010

Dos altos picos Babilônicos desciam os mouros
- De olhos flambados na face Nativa;
Cantavam vesículas nas áreas de risco
Onde naves de arrasto se pegam na rixa
E fez,por um fio, de vítima um outro:
Qu’a modernidade num bolso sacia.


Dedico à Gabriel, vulgo Biel, no seu devir-desastre.


Página 01

Julho 10, 2010

Fui incendiar meus castelos:
de sobressalto pela escada circular
pululava a Loucura cantando um dialeto retórico
ao fogo que tinha em mãos, de brancura semelhante a de uma perna
qual meu polegar remexia nas veias até rasgá-las,
o fogo

Três primaveras se passavam enquanto trepidava o resvalo:
Onde encharcado, se resguardava, é que o fogo consumia
O meu polegar, na sequência de uma última fumaça cálida
Da esquerda de meus lábios encarnados somente
Na insolência do silêncio;
Era mais um gole;
Era mais um silêncio;
Era um olhar asqueroso;
Era mais um silêncio.

Seu plexo a doer júrias
Na calamidade d’um beco iluminado.


Protegido: Sorriso Máculo

Julho 2, 2010

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